Padroeiros

A igreja de Mamarrosa, Igreja de São Simão, tem como padroeiros o Apóstolo São Simão e o Mártir São Sebastião.

Embora o padroeiro seja o Apóstolo São Simão, a grande festa religiosa é oferecida ao Mártir São Sebastião.

A festa em Honra do Mártir São Sebastião é celebrada no 1º Domingo de Agosto.

A festa em Honra do Apóstolo São Simão, é celebrada a 28 de Outubro.

 

O Apóstolo São Simão

 

Simão também chamado zelota e Cananeu é, talvez, o mais desconhecido dos apóstolos. Aliás, mesmo na Bíblia, recebeu apelidos para ser diferenciado de Simão Pedro. Ele é chamado de Simão, "o cananeu", pelos apóstolos Mateus e Marcos. Alguns estudiosos cristãos entendem que este "cananeu" pode ser uma referência a Canaã, a terra de Israel.

Mas quando Lucas, no seu Evangelho, o chama de "o zelote", parece querer indicar que Simão pertencera ao partido judeu radical que tinha o mesmo nome. Os radicais zelotes pregavam a luta armada contra os dominadores.

Sabe-se que Simão, como todos os outros apóstolos dos primeiros tempos do cristianismo, depois do Pentecostes percorreu caminhos pregando o Evangelho sem nada levar consigo. Operou muitos milagres, curou enfermos, leprosos e expulsou espíritos maus.

Outros relatos falam da pregação de Simão também no Egito, Líbia e Mauritânia. Segundo Eusébio, idôneo e célebre historiador, Simão teria sido o sucessor de Tiago na cátedra de Jerusalém, nos anos da trágica destruição da cidade santa.

Uma antiga tradição diz que Simão encontrou-se com o apostolo Judas Tadeu na Pérsia e, desde então, viajaram juntos. Percorreram as doze províncias do Império Persa, deixando o conhecimento histórico e religioso como foi encontrado num antigo livro da época chamado "Atos de Simão e Judas", de autor desconhecido. Nele consta que, no dia 28 de outubro do ano 70, houve o assassinato do apóstolo, preocupados com a eloquência das pregações que convertiam multidões inteiras. Era apresentado com Nosso Senhor e foi crucificado pelos judeus.

 

O Mártir São Sebastião

São Sebastião (França, 256 d.C. – 286 d.C.) originário de Narbonne

e cidadão de Milão, foi um mártir e santo cristão, morto durante a

perseguição levada a cabo pelo imperador romano Diocleciano.

O seu nome deriva do grego sebastós, que significa divino,

venerável (que seguia a beatitude da cidade suprema e

da glória altíssima).      

 

Ele teria chegado a Roma através de caravanas de migração

lenta pelas costas do mar mediterrâneo, que na época era

muito abundante de causa do mar mediterrâneo e o sahara

e os dias não tão quente por causa da latitude em torno

de 40°. De acordo com Actos apócrifos, atribuídos a Santo

Ambrósio de Milão, Sebastião era um soldado que teria se

alistado no exército romano por volta de 283 d.C. com a

única intenção de afirmar o coração dos cristãos, enfraquecido

diante das torturas. Era querido dos imperadores Diocleciano

e Maximiano, que o queriam sempre próximo, ignorando tratar-se

de um cristão e, por isso, o designaram capitão da sua guarda

pessoal, a Guarda Pretoriana.

 

Por volta de 286, a sua conduta branda para com os prisioneiros

cristãos levou o imperador a julgá-lo sumariamente como traidor,

tendo ordenado a sua execução por meio de flechas (que se

tornaram símbolo constante na sua iconografia).

 

Foi dado como morto e atirado no rio, porém, Sebastião não havia falecido.

Encontrado e socorrido por Irene (Santa Irene), apresentou-se novamente

diante de Diocleciano, que ordenou então que ele fosse espancado até a morte.

Seu corpo foi jogado no esgoto público de Roma.

Luciana (Santa Luciana, cujo dia é comemorado a 30 de Junho) resgatou

seu corpo, limpou-o, e sepultou-o nas catacumbas.

 

Existem inconsistências no relato da vida de São Sebastião: o édito que

autorizava a perseguição sistemática dos cristãos pelo Império foi publicado

apenas em 303 (depois da Era Comum), pelo que a data tradicional do

martírio de São Sebastião parece precoce.

 

O simbolismo na História, como no caso de Jonas, Noé e também de

São Sebastião, é visto, pelas lideranças cristãs atuais, como alegoria,

mito, fragmento de histórias, uma construção histórica que atravessou

séculos.

 

O bárbaro método de execução de São Sebastião fez dele um tema

recorrente na arte medieval, surgindo geralmente representado como

um jovem amarrado a uma estaca e perfurado por várias setas (flechas);

três setas, uma em pala e duas em aspa, atadas por um fio, constituem

o seu símbolo heráldico.

 

Tal como São Jorge, Sebastião foi um dos soldados romanos mártires e

santos, cujo culto nasceu no século IV e que atingiu o seu auge na

Baixa Idade Média, designadamente nos séculos XIV e XV, tanto na

Igreja Católica como na Igreja Ortodoxa. Embora os seus martírios possam

provocar algum ceticismo junto dos estudiosos atuais, certos detalhes

são consistentes com atitudes de mártires cristãos seus contemporâneos.